O círculo é uma reta sem ambição

segunda-feira, 15 de junho de 2026

 quem diria que as camadas da vida continuariam se acumulando e acumulando sem que tivessemos qualquer controle sobre o quanto se somam a cada uma delas e sem que tivessemos qualquer controle sobre qual e quando cada uma delas está por de cima, por de baixo, atochada - amassada, comprimida -. 

seu pai costuma dizer: 

-não tenho medo da morte, porque acredito, fielmente, que os momentos se eternizam.

e um filho sabia disso certamente, porque desde que começou a tentar tornar-se adulto tudo que fez foi dar os mesmos passos de seu pai. 

Até onde teria de ir, iria morar deslojado e solitário, escondido para que não visse, de tempos em tempos, o tempo passar. Estaria escondido das memórias do seu pai, das lembranças de que o homem engordam e as mulheres envelhecem. Manteria consigo uma única imagem, um única foto do próprio rosto para que quando morressem soubessem, todos aqueles que consigo viveram os primeiros anos da vida, soubesse reconhecer seu rosto, olhar, expressões. Mesmo velho, morto e seco, saberia desenhar do seu rosto algum traço comum. 



Seu quarto era sempre igual, porque as paredes eram enxutas e presumia-se sua finura pela forma como ecoava os ruídos vizinhos. P. sempre foi discreta e receosa, seu jeito hostil às vezes deixava entrever alguma outra coisa, mas certamente sua hostilidade sempre foi dada seu terrível medo de permanecer sozinha. Quando conheceu H. tratou de demonstrar esconder sua insegurança, em firmeza. 

P. era magra, assustadoramente magra, se lembrou - nos últimos meses tinha esquecido do seu corpo e, por tanto dormir com L., esqueceu-se do seu jeito enxuto. Certo é que P. também estranhou seu abraço,  H. não tinha a mesma firmeza de antes e, bastava isso para assustar P.. Ao bem de verdade, toda uma extensão grande de tempo - quer dizer, de momentos - perdeu-se em algum canto da mente de H. e isto, para a raiva de P., aconteceu muito mais rápido do que se deveria.

Ao bem da verdade, H. sempre presentira: existe aqui um potência que, certamente, se expressa nas linhas da sua última mensagem. Por mais que a ama neste exato instânte não 



segunda-feira, 8 de junho de 2026

meu silêncio te leva exaustivamente
às palavras.
Permanço quieto enquanto exaurido; 
enquanto, 
assustada, descobre seu jeito mesmo de exauri-las. 
Porque nem bem me conhece, e, ainda assim,
sabe bem já: 
me beija os joelhos -
porque é o que tenho a oferecer:
duros e robustos, joelhos.
Sente, porque te comove,
silenciosas, duras e robustas,
as palavras


e agora que nós dois nos despedimos, te confidencio o segredo que pelo tempo que estivemos juntos guardei rigorsamente: um santo invertido, logo antes de te conhecer, tocou minhas pernas e deitou sobre minha coxa como você muitas vezes o fez, e me sugou e me chupou e tirou algo de mim. E naquele dia acordei assustado, imóvel. Helena, deitada do meu lado, me perguntou de maneira inocente: - o que houve? por que está tão assustado?  Contei do meu sonho e da forma como te antevi, como me entreguei assutado ao teu santo invertido. E numa noite, muito mais tarde, você me disse, a selar meu destino: - sua vida será almadiçoada, por este socúbo que o duplo de mim. 

e agora que o pacto se consumou afloram os primeiros desejos do meu corpo pactuário: desejar, simples e  violentamente. E seu sexo não sei bem o que te herdou, se te livrou o santo inverso que a mim decidiu surgir e que a ti parecia querer escapar. E que agora, grande, imenso e irretornável anuncia com certeza triste, do fato consumado. Porque o corpo dela, já outra, me esquenta e me diz, tanto quanto, que é repleto de desejo cretino. E que se bem sei que meu coração dói, sei que é pelo mandamento invertido deste santo que consagro, maldito, tudo que me reservou em profecia. 

Porque nasci para ser triste e dizer algo fundo do sulco da minha tristeza, e que se Deus da farta e irrestritamente a alguns e porque lhe cobra, de outro lado, algo mais fundo e dolorido. E a quem Deus não empresta nada de farto, se não da recorrência, da reincidência e de tudo que há de mais certo, é porque a eles nada há de grande, mas que, por isso mesmo, vivem sem que lhe doam os passos e sem que lhe pesem as palavras.

É de teu santo invertido de onde ergo meu palácio; e do meu gozo de que te liberto da tua maldição e a reinvidico a mim, como, enfim, pactuário.

sábado, 2 de maio de 2026

E se agora te digo que crio para cada palavra um sentido que a ela não se dá e te peço que me diga o que pensa do que te falo; e que peço que entenda que não se preocupe com o que te digo e que, de agora em diante, um lapso por sí só pode pertubar a ordem de todo conjunto; algo como assim, te digo que para esta palavra que vem a seguir ela mesma pertuba a ordem de todo o resto, sendo esta a palavra: palavra; ainda, se te digo que a ordem com que se remete para o passado desta palavra não interessa, nem mesmo a ordem com que te digo, penso, dizer algo sobre o que digo; peço que me diga, agora, o que me diz sobre a palavra que digo e a palavra que diz? 



 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Os que vivem da substância da palavra e que insistem por efeito da crença em levar-se adiante, por acreditarem mesmo, indo em frente que a insistência desdobra sua substância e toma de seu sulco fartos e demorados goles, mas se encontram, enfim, com a matéria seca do que restou, prostrados na própria secura, são os que se deitam em solo árido e a sua volta, pórtircos anunciam adornadas e rebuscadas voltas e lhe apresentam firmes e certas toda sorte de engenhosas dialéticas, frente ao qual conseguem satisfeitos dobrar-se um a um os outros, resolutos e decididos, enquanto resta ainda mais do que a própria aspereza, a convocatória ao desencontro: do que o mundo mesmo suga sedento o suco de toda palavra de modo que não sobra nada, apenas seu corpo equivocado. 

Resta a matéria drenada das palavras: drenaram-se os amores, pelo esquecimento; drenaram-se as paixões, pela realidade. Resta firmar-se nas palavras para dizer o que resta quando secam-se as coisas. Mas secaram ainda esta palavras, deitaram-lhe sobre o sol para que charqueassem mais e mais e andou-se e andaram-se homem todos carregando por todo canto, cada pedaço único do extenso charco sem que pedissem nada além da resistência que se impusessem aos dentes. Mastigar, mastigar, mastigar; cada palavra mastigar, mastigar, mastigar insistêntemente, sem que haja vontade desejo ou fome senão um tempo extenso que não se curva nem aceita com que se dite o ritmo de seus passos, mastigar, mastigar insistêntemente, mastigar, até que estejam mastigadas por inteiro e não tendo mas destinação se não se encaminhar às suas próprias fezes.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

 E se te mediam, tomavam régua, trena e compasso, mas não tinham ali as ferramentas adequadas para tomar sua verdadeira altura. Alguns tomaram emprestados ferramentas variadas, e estimularam jovens que buscasse soluções para medir seus passos e a envergadura do seu corpo. Outros, forçaram suas ferramentas sob seu corpo, deixando gravadas na sua pele uma sequência de vários números. Os mais sábios largaram o que tinham em mãos e logo se ajoeilharam, em busca de perdão. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Forma: sólido, move-se pesadamente pela sala, é composto de parte metálicas, sua articulação é mecânica. Seu formato é seco, sujo, o espaço ao seu redor é limpo. Sai de si um som misteriosamente, continuamente e em lopping, diz algo como:

escrevem como não se deixassem acreditar que a primeira máscara que lhe botam ao rosto contêm a verdade, toda verdade, do que sabem dizer; que enunciam coisas com linhas e que se não as amarram ao corpo imenso de que é composto todos os corpos, do qual decompõem-se e reencontra-se um único ser a postular os limites que impede com que nos desagreguemos em compostos de que não se ordenam nada; dizem certezas vázias enquanto enumeram suas palavras como números ao que recorrem  sem que se preocupem com a extensão das coisas que dizem. Desafio-os que conhecam forma que não dure e que não se amarre e que não se dê dela coisa outra ou coisa alguma; desafio-os que percorram em linha reta o que se não discorre e que encontrem palavras ao que não se estabiliza; Desafio-os que continuem provando seus  nomes sem que saibam a verdade única do imenso senhor que serve e destrói tudo que acreditam serem capazes de dizer com os firmamentos das palavras que sempre, e mais sempre, emprestam de outro que carrega consigo, este sim, a força de dizer o que se diz quando não há palavras de outros servindo de firmamento, e não se emprega em exercício infindável de saudar o passado, de saudar tudo que nos antecedeu como se dissesem coisas que não fosse a certeza que se alternam temperamentos e os corpo em que se encarnam, mas que por demais tudo permanece certamente igual. E traem-se a si mesmos e, se não, aqueles que dizem defender por que se rendem cedo de mais à vida e emprestam cedo de mais julgamentos que servem a dizer o tamanho, somente, da soberba com que enumeram o tamanho do mundo; para que digam, satisfeitos, resolutos, senhores de alguma cultura que dizem não querer, mas que sabem pretender ordenar, sem que saibam que a ordem das coisas se faz de dentro à fora e que nasce de um germe insano de uma única palavra que torceu-se errado e que todo resto desdobra-se como um movimento que se segue em sucessões sucessívas sem que se encontre a ordem exata em que tomou forma como um passo próprio e determinado. Porque se afeiçoam ao andar único de um pequeno e restrito passo, de onde tiram a certeza de quererem discorrer sobre a caminhada e dizer que sigam os homens os seus próprios passos: adulam, idolatram, falseiam e julgam não existir qualquer coisa que se diga de extensão de verdade e de extensão que seja maior, que é do tamanho de um Deus que se toca, e que se consome, não porque se adula, não porque se idolatra, mas porque se consome em fogo. Fogo e não porque te dizem as palavras dos homens, mas porque recebe em mandamento divino ordenamento que te direciona a se alheiar e se investir no proprio alheamento e sim, embarcar, enfim, divino, aurático, projetar sobre o fogo fraco que anima as suas pobrezas, o sol apolo e dizer que desconhecem todos os ornamentos com que Deus recebe-nos, nós, e somente nós, em seu templo, sem que nos peça nada em troca, se não que sejamos fulgurosos como os raios que de si incide e que ornemo-nos como na forma com que se orna; mas que nos permite flertar mesmo com o andar invertido e que ornado, desornene-se enquanto vocês postulam cartulanos do mundo e vagueiam por ai miseráveis 

domingo, 12 de abril de 2026

 



retrato 2026. -> theatro municipal cenotécnica;
-> doing some reasearch seriously
-> intereset in broking things
-> not puppetry anymore
-> 

 Não se esqueçam as palavras dizem coisas que existem de VERDADE e as 

    palavras elas mesmas existem de VERDADE. Não se esqueçam de não viver DENTRO das palavras

mas também nãos se deixem esquecer dos PODERES das palavras. Não esquecer que as coisas não são 

ANEDOTAS e que cada coisa tem uma verdadeira ENERGIA. Insistir como práxis vital: ENCONTRAR 

O MÁXIMO ESTRANHAMENTO E JAMAIS SE ACONCHEGAR: se as palavras não te

 estranham é porque elas estão acomodadas. Se suas palavras não te estranham é porque permanece

 INERTE e esta ESQUECENDO de algo se não se ACOMODA e continua a se MOVER suas palavras 

rapidamente vão te soar ESTRANHAS são como IMPRESSÕES que se tira uma FOTOGRAFIA não 

esquecer ABSOLUTO que continuam se MOVENDO

 Lição de Nazareth, e de São Simeão, o estilita. viver no deserto

sábado, 4 de abril de 2026

Relato do encontro com um Louco. Diz o LOUCO a seu AMIGO

- Foi com 21 anos que vi deus pela primeira vez: ele se apresentou pulsante enquanto subia de ônibus a  avenida rebouças, era tarde. Pela janela, via os carros vibrarem todos a mesma aureula, enquanto memórias de uma caminhada enquanto o clima úmido do bairro faziam pensar que enquanto existiam asfaltos e casas e alguns prédios, ali, pela madrugada o clima era como o de quando havia uma floresta - não a floresta que existira, mas uma floresta que compunha com as paisagens mineiras um jardim inglês visto muito cedo, quando estava na casa dos 13 anos -. 

Sentado na biblioteca, não muito depois, lembro de ler Flusser: a cabeça piscando e meu corpo vibrando excitado; meu olhar nervoso procurava de que ritmo eram os tímbres de todas aqueles sentados, convictos de que, adornando, contornando, descreveriam, soberbos e certeiros, o que um louco, como eu, vê em um lapso. Em seguida, lembro de 4 livros serem abolidos perempetóriamente da minha estante, os quatro cavaleiros: Visão de Deus, De um tom apocalptico..., Post-History, e um quarto, que não me lembro bem ao certo o nome. Vista ou outra, quando julgava estar em estado de plena normalidade, coeso, andando ajustado e plenamente consciente dos meus movimentos via-os, mesmo que por relance e escondidos; bastava isto para que retornasse àquela espiral. À época, se me lembro bem, neu corpo, emagrecera cerca de 15kg, e algo perceptivelment fez com que recebesse breves comentários a respeito da saúde da minha alimentação e comentários carregando certo desejo a respeito do de alguma beleza que ali despontava -  junto aos primeiros lapsos de alguma vaidade. [A época, meu orgasmo era, estritamente, mental e, não fosse aquela sugestão de que meu corpo tinha algum valor, teria sido como outros, com quem dividiamos nosso amplo e mesquinho círculo social, que haviam derrocado à loucura muito cedo na vida]. 

Mesquinharia, mesmo, foi a solução que me pôs mais certeiramente vivo e de volta: por 30 dias, ininterruptos, masturbei-me de frente ao espelho, me toquei, senti minha cintura e meus mamilos e ejaculei, sentido desejo por meu próprio corpo. Nunca me interessou qualquer espelho, e até aquele  mês, desconhecia a forma de algumas partes do meu corpo que não estavam ao alcançe fácil da vista;  querendo, entretanto, entornar de volta ao meu corpo, deixei por 30 vezes o meu olhar acompanhar decidido a mim mesmo. [Lembro que mais tarde, quando sóbrio, justifiquei estes atos com um trecho de romance barato em que dizia ser a personagem afeita aos espelhos, menos por vaidade do que pela genúina inquisição dos próprios limites do seu corpo]. Certo é que, À época, bastou isso. 

sexta-feira, 6 de março de 2026

duas cenas


bela vista




Seu olho era saltado, o rosto seco, com alguma gordura, muitos víncos e manchas na pele. Disse com raiva e desespero:

- E eu atrasada para o trabalho e
a peste aqui do meu lado

anda logo, diabo.

cruzavam, em sentido oposto, dois jovens com passos acelerados, corpo certeiro. A fala ruidoza atraiu um dos olhares que viu, confusa, nascer na criança um sentimento fundo de vergonha e culpa. Lembrou-se da forma como os olhos infantis do seu antigo amor há pouco tempo tinha o indagado, breve e assustado: - o que quer de mim? Sem que soubesse responder, compadeceu com o olhar, mantendo o corpo parcialmente torcindo, enquanto dava passos cada vez mais distantes da criança. 
Tivesse tempo e não fosse o andar acelerado com que seguia seus passos, não visse de soslaio e já a distância com que flerta, seguro, a trovoada, se deixaria ali, nu, e partiria para o dia com que muito longe prostrou-se no céu a primeira núvem da tempestade. 
Assim seguiam os dois jovens, as promessa de futuro que há pouco tempo despontaram no horizonte.


uma obra

- esse barulho, será que não é que ele que te faz querer mijar?

Que tanto me pergunta e por que me toma como aquele que elegeu adorar? E de que falamos quando amontuamos feitos de que ainda não temos nenhum em mãos? Descobriram agora que, ao seu lado, sempre andou noutro ritmo os meus passos; e só agora se pergunta que ainda tem a dizer, qualquer um, que seja descompassado e simplesmente fora do ritmo? E a batida, com que marcam nossos passos, neste corredor no qual andamos empolgados, de uma lado a lataria e de outro um prédio nem tão antigo assim, não te faz querer mijar?  

É que no fim desse corredor o que quero te contar, não tem efeito de feito algum a se somar aos outros que marcam nossos passos, é, isso sim, minha história de amor, ali dobrando a esquina. É porque sempre me escutou tão bem, a que deve ser a você para quem, apoiado diante dos carros, endereço em segredo que amor não se cessa nem se resseta. Porque sei, que se escuta assim tão bem  é porque no fundo não lhe atingem as palavras por dentro de onde elas se escondem, e que elas batem e rebatem no ritmo com que a saem e voltam de boca a boca. E se a ela amo agora, te digo e confidencio, é porque não sei bem como dizer que quanto mais fundo vou às palavras e as procuro verdadeiramente dentro de mim, encontro elas presas a outro alguém de que, por sua vez, sei não saber mais dizer, nem soletrar em letras amor com minha boca. E me venho assim prostrado nos últimos dias, como quem sabe certo que sua boca diz amar com um tom que lá dentro não sabe dizer; e que por sua vez, o que vem lá de dentro, ele mesmo também, já não sabe mais chegar à boca. De modo que de canto a canto bate as paredes essa coisa que não tem nem a forma de palavra e nem do que ela deveria dizer, enquanto acende e piscam as luzes de um corredor e me põe, passo a passo, no ritmo do seu andar. 





















terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 Por que chora ? Sentada na janela do ônibus vejo uma lágrima cair dos seus olhos, pego na sua mão e

 penso nas lágrimas que tinha também para soltar. 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Me cobram certeza nas palavras, como se mal soubesse o peso da pedra e a como assustou aquele último choque que matou uma jovem de 15 anos que mexia no celular. Quer clareza? acenda as luzes. Quer prestígio: escreva como se diz coisas do além e se porte com certeza nos olhos diantes das fotos.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Bialbero del Malvasia di Casorzo

Bialbero del Malvasia di Casorzo

Debaixo da coberta vocês se parecem bastante: o mesmo cabelo preto e pesado.

Mas se te envolvo com meus braços,  

Entre seu corpo e o dela, há aquela viagem para praia e a forma como nos deitamos diante da janela, em uma das primeiras vezes que dormimos juntos. 

Seu ronco não é feito de uma senhora solitária e sua casa não abriga uma pequena árvore. 

Nosso céu, aquele coberto pelas copas das árvores do cemitério,

 e meus pés ainda tocando os chão do antigo quintal da casa da sua mãe, 

onde derrubaram um a um todo silêncio com que te criaram, 

consigo ver daqui, sentado ao seu lado.

Com minha cabeça prostrada ao céu, pisava no chão; como me ensinam,

cada uma

escrevo palavras na minha mente que esqueço em vão, enquanto anoto 

cada uma

tento lembrar quando deixei que crescesse, lado a lado,

cima a cima, tão vivas e vigorosas,

cada uma.