investigar
traquitanas; engenhocas; gambiarras; gatos
Esquecer, esquecer de novo, esquecer melhor;
esquecer, essa é a verdadeira dádiva.
Quando estavamos mortos lembravamos de tudo;
Nascidos podemos nos esquecer que o amor é falho e que as paixões não duram
lembrando, dizemos,
vamos morrendo denovo.
Não Lembrar antes da hora.
Esquecer, esquecer de novo, esquecer melhor
Quero dizer: Há quem diga que há verdade no mundo; Quero dizer: Há quem diga que a qualquer coisa de atemporal; eu digo, que existe o que se extende no tempo e o que se comprime. Que letrados de toda espécie falam dos mortos como seus familiares, porque se deitam com suas entranhas e por isso sonham sonhar um mundo sem tempo; digo, e os que se dormem com os vivos e transam muito vivamente? Sonham as coisas em suas contingências, quero não ter que acreditar, mas sei: o mundo compete de formas vivas e dançantes todas elas iguais em suas qualidades que assumem-se em corpos distintos. E que se há alguma eternidade, é este eterno vazio de que sempre despontam algumas unidades. Em extensão e largura sei que o salto entre o 0 e o 1 é tão assustador quanto o que existe entre 0 e um milhão de centenas. Quero dizer: Que o Ocidente acumule seus saltos e postule quantificações, o mistério é de todos. Do que difere, todos sabem que Borges, Padre Antonio, são só formas distintas de transar e de gozar. Sei, a ciência nos presta a descrever como se ergueram os paus, como sopramos fantasias deliciosas nos ouvidos do mundo e como Deus sempre se abre para que se goze um mundo; Sei, é prazeroso empregar-se em vouyerismo, observar as coxas e bacia fartas de Deus abrindo-se, pulsando, toda vez a um gozo diferente. Sei, mas tem gente que não sabe, como as palavras descrevem lindas fodas. Mas digo, há mim me compete, pela natureza que me compõe, gozar, isso sim.