O círculo é uma reta sem ambição

sábado, 21 de junho de 2025

 investigar

traquitanas; engenhocas; gambiarras; gatos

segunda-feira, 16 de junho de 2025

 Esquecer, esquecer de novo, esquecer melhor;


esquecer, essa é a verdadeira dádiva. 


Quando estavamos mortos lembravamos de tudo;


Nascidos podemos nos esquecer que o amor é falho e que as paixões não duram


lembrando, dizemos,


vamos morrendo denovo.


Não Lembrar antes da hora.


Esquecer, esquecer de novo, esquecer melhor

domingo, 8 de junho de 2025

 Quero dizer: Há quem diga que há verdade no mundo; Quero dizer: Há quem diga que a qualquer coisa de atemporal; eu digo, que existe o que se extende no tempo e o que se comprime. Que letrados de toda espécie falam dos mortos como seus familiares, porque se deitam com suas entranhas e por isso sonham sonhar um mundo sem tempo; digo, e os que se dormem com os vivos e transam muito vivamente? Sonham as coisas em suas contingências, quero não ter que acreditar, mas sei: o mundo compete de formas vivas e dançantes todas elas iguais em suas qualidades que assumem-se em corpos distintos. E que se há alguma eternidade, é este eterno vazio de que sempre despontam algumas unidades. Em extensão e largura sei que o salto entre o 0 e o 1 é tão assustador quanto o que existe entre 0 e um milhão de centenas. Quero dizer: Que o Ocidente acumule seus saltos e postule quantificações, o mistério é de todos. Do que difere, todos sabem que Borges, Padre Antonio, são só formas distintas de transar e de gozar. Sei, a ciência nos presta a descrever como se ergueram os paus, como sopramos fantasias deliciosas nos ouvidos do mundo e como Deus sempre se abre para que se goze um mundo; Sei, é prazeroso empregar-se em vouyerismo, observar as coxas e bacia fartas de Deus abrindo-se, pulsando, toda vez a um gozo diferente. Sei, mas tem gente que não sabe, como as palavras descrevem lindas fodas. Mas digo, há mim me compete, pela natureza que me compõe, gozar, isso sim.