o copo de whisky na minha mão
não sei mais rir, não tenho mais quadril
você meio que rebola sua cintura
afinal, meu menino morreu acho que graças a deus.
não quero mais, nunca mais, olhar sua carcaça, por que bem sei
que ele não volta. Teu corpo morto, morreu bem longe de mim.
enterrei.
meu rosto sério
que te faz temer
um corpo elegante, uma mão calejada;
sei mil formas de evocar o silêncio:
traçando linhas ortogonais
e depois, as cruzando
formando uma malha
eu traço minha vida
e enfim, aquele menino morto
enterrado, o corpo
não quero mais ver