O círculo é uma reta sem ambição

domingo, 17 de março de 2024

 saber da certeza de Helena, e não ascultar nada mais além das formas de verificar sua veracidade. Deitar-se na cama nu, melado de porra, sonhando uma poltrona e um copo de whisky. ter certeza que o tempo carrega consigo, como quando abrimos os olhos e aquele canto, onde antes se anunciavam os primeiros fungos, já esta todo coberto de esporos e de podridão aveludada. Saber, que sozinhos, nossos quartos ocultam as estatiscas da vida, abrigam as fantasias da nossa unicidade; mas que os olhos de deus, sempre desvendam, no progredir da vida, o andar imútavel das coisas. Saber, como Helena bem disse: que por mais que se repitam as coisas, serão elas diferentes, por que, simplesmente, são feitas por nós. Que nossas poltronas tornarão-se camas, e despidos lembraremos dos nossos antigos ternos.  Feitos, homens, recordaremos, recordaremos. quando naquele canto tudo era tão branco, muito antes do primeiro esporo molecular riscar as paredes quanticas do mundo. Muito antes, eramos todos crianças  nem tudo apontava para que seguisse continuamente, como sempre se segue. Quando ainda não haviam  sido abertas as comportas da vida, antes de tudo isso. Antes do amor ser a certeza de um desenrolar no  tempo, e dos fungos amontuarem-se - com a precisão cientifica -  nos cantos úmidos de casa.

terça-feira, 5 de março de 2024

sei que o mundo é muito grande, mas meu quarto tem quatro cantos e entre eles uma infinidade de pontos.