Quis negar as palavras e agora sinto, sinto que deus desprendeu-se de mim a começar pelo meu anûs. Não tive tempo de te sentir sendo evacuado e, agora, rogo uma imensa piroca, nao tão veiosa, mas certamente farta que me faça compreende-lo em toda sua providencia. Me despi de toda fantasia e conheci o mundo, derrubei meus totens e caguei de forma excessivamente lassa. Quando te tinha em mim, depreendia tua forma de dueloscelestiais, desconhecia outro corpo e não peidava assim, com tanta facilidade. Era pura elocubração. Hoje em dia: desconheco as palavras e os significados, tua imensa cadeia é um conjunto de lapsos e ao máximo me excitam à masturbação. Sinto toda tua falta pulsar meu cu, e me entregar a única certeza que a forma do mundo talvez seja a forma das nossas genitalias. Quero dizer, hoje meu mundo se contorce e dobra, aperta-se como o olho de um cú. Ontem já fora rijo, compreendia-se na totalidade de sua boca e abrigava-se no seu chupar. Era seguro, mas escuro e oculto. Quando de alguma forma transava as palavras e fazia sexo com os anjos, não gozava porra, mas alguns confusos poemas. Hoje gozo: gozo só, gozo dentro de ti, gozo no teu peito e em todo teu corpo, mas tenho meus anjos e eles se entendiam. Meus anjos, coitados, estão a tanto tempo só que já nao transam palavras, nao transam poemas, nao transam imagens; vivem todos só. Troquei, meus mil anjos por um punhado de shinigamis, por que jurei, jurei ter certeza que o mundo era deserto e que, ora, era seco assim que deveria ser.
Hoje quero que de ti invistam-se anjos e celebrem meu anûs como tua morada, quero te chupar formas angelicais e discorrer sobre as formas de santificar teu nome. Quero que goze em mim suas palavras como que santo por me santificar.
