Como se existisse algo que se compreendesse do mundo das formas, ou das coisas que dizem as palavras;
como se não fosse tudo, vã e simplesmente,
decorrência da certeza maior ou menor com que
regam-lhe, cultivam-lhe, na espera
de que desabroche em flores ou que
contente-se com que seja carpido
como mato, ou com que seja emaranhado
como cípo.
Como se existesse algo, não fosse o certo de
que despida e abandonada,
desfeito o teto, e as paredes,
aberta tua casa, aos céus e ao vento,
fosse lentamente abrigar dentro de ti ,
todo o infinito de tristezas, que se postula
desde aqui até ai.
E em seu quintal, fossem outra coisa que não,
restos úmidos e mato alto a molhar seu pés.
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