a) Do seu palacete você me adorna, me envolve nos seus barroquismos sem perceber sua suposição de que partilho dos seus frisos e ornamentos.
b) Sentada em pensamentos difusos, te sopro algum canto antigo; você segue seus ouvidos até que te assusto com um berro.
c) Deitado do teu lado, te abraço e te escuto. Antes que adormeça, aconchego suas angústias na superfície dos meus sonhos.
d) Te sigo com os olhos cruzando uma rua, te enxergo me olhando de soslaio. Sento ao teu lado na caminhote e escuto o barulho do motor. Ronco árvores estalando e sopram refrescantes fumaças; cortam todos os outros carros, um velho alemão dirige nossos sonhos, enquanto desvendo formas de cuidar de todo aquele resto que não serve a nenhuma literatura
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