Gosto de Diebenkorn porque ele faz de toda luz, cor e de toda cor, luz. E do mesmo modo, faz de toda sombra, cor, e toda cor, sombra. E faz isso com uma geometria que jamais se encerra em poligonos, retangulos e seus quadrados: toda forma, por mais angular e ortogonal que seja, sempre se quebra em um vertice inesperado e da luz a uma forma intricada.
A boa pintura tem seus enigmas...
Sei que o Paulo Pasta viu muito Diebenkorn. Dai, crítico a versão brasileira para enaltecer a genealidade yankee (perdoem-me Policarpinhos): a geometria de Pasta é dura, a de Diebenkorn é dinamica; a geometria de Pasta é fato consumado, a de Diebenkorn em consumação.




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