Quem tem autoridade para analisar timtim por timtim a História? é quem sabe me dizer a razão de ser das coisas; mas, mal sabe, andando na rua, que cada passo seu rasga imensamente em um corte transversal e violento todas as páginas e seus infinitos parágrafos?
Como conter a vida em linha, como hospedar todas as vozes do mundo no próprio solilóquio se cada palavra abriga um mundo dilatado no tempo.
Quero uma puta sentando nas minhas costas, e outra pelada fumando um baseado pela bunda. Cinco vadias nuas e eu, mulher nua erguendo meu pau por ai.
Vão me dizer varias coisas, e eu só vou carregar a certeza de que a cada esquina inauguro um novo tempo e descubro que por aqui se ama diferente, se sente diferente. Por aqui, se chora um pai diferente, e as mães carregam no peito toda uma tristeza que só aquieta quando acomodam no peito uma filha ou um filho diferente. Da esquina pra cá não há poemetos, certezas e nem Deus dispondo maravilhas pelos céus e pelas árvores; por aqui caminha-se mais certo e se transa mais bruto.
Por aqui, não há diagrama que contenha o andar das ruas e os gritos escapando da academia; por aqui as mulheres podem todas andar nuas, viradas de ponta cabeça e os homem gritam peludos desejos enquanto masturbam seus filhos com promessas de futuro. Podem tudo isso, sem que saibam que no meio deles anda um estrangeiro, vestido como quem vêem expulso da terra prometida, carregando certezas sobre o jeito como que se erguem os prédios e as casas todas.
Vou chorar sozinho no canto, quando descobrir que o homem é como uma planta que cresce rija e dura quando lhe dão água e sol; e murcha quando lhe apontam só a sombra, o frio e a noite. E que como o fungo da minha virilha, cresce satisfeito até que descubram seu traçado escamoso e seu aspecto podre.
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