O círculo é uma reta sem ambição

terça-feira, 18 de julho de 2023

´[im not trying to be a poet, is just that i am a maniac and sometimes my mind, when im not shaking of  orgiastic thoughts, make me writh something down] ( i like my mania and i hate normal people, like people that dont know god, and just justifie their stupidy with psicanalises)



o mundo se acabasse por um instante, 

a começar pelos meus dedos,

separados por uma insondável distância.

Boiando em um lago silencioso

recoberto pela bruma da floresta e 

caminhasse aos poucos,

esse acabar do mundo, do tato dos meus dedos ao sentir

do tapete, e ao flutuar da minha cabeça.


O mundo se abrisse às palavras e dissesse que brincasse.

Como se Deus sentasse ao meu lado e pusesse-me, mãos dadas,

a caminhar por um imenso fliperama. E cada forma

cunhasse com minhas próprias mãos,

como se aspirasse pó e cuspisse em fogo 

o barro torneado em 

brilhosa cerâmica.


O mundo fosse todo cospido da minha

boca, e engolido em regojizo de volta 

ao pó; e miserável eu morresse mais uma

vez. Cada vez menos assustado, como que

resignado, por saber que morrer seria

como que a prosa que me faz viver.


Saberia então que não delirei.


E percoresse o jardim secreto do meu ser

acordado despertado do sono, feito

imensa criatura, em sentimento de louvor.

Mas terrivel, asssustado, os olhos vagando 

apavorados, boiando em imensa praia

recorreria aos nomes das coisas e pediria ao horizonte

que me trouxesse a forma discernível dos seus barcos. 

Que fossem imensas caravelas, despontando ao virginal olhar,

cravando formas conhecidas, perdido em encanto, flertando o perigo;

sondaria as forma ascultando certezas, veria a cruz malta a selar

meu destino.


Antes que o mundo se recobrisse

antes que as névoa se dissipasse

antes que pouse a caravela, deçam os 

homens, as leis, a fé, o império e o rei,

verei, neste instante, de fulgor e

pavor, meu mundo inteiro boiar,

insondável

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