´[im not trying to be a poet, is just that i am a maniac and sometimes my mind, when im not shaking of orgiastic thoughts, make me writh something down] ( i like my mania and i hate normal people, like people that dont know god, and just justifie their stupidy with psicanalises)
o mundo se acabasse por um instante,
a começar pelos meus dedos,
separados por uma insondável distância.
Boiando em um lago silencioso
recoberto pela bruma da floresta e
caminhasse aos poucos,
esse acabar do mundo, do tato dos meus dedos ao sentir
do tapete, e ao flutuar da minha cabeça.
O mundo se abrisse às palavras e dissesse que brincasse.
Como se Deus sentasse ao meu lado e pusesse-me, mãos dadas,
a caminhar por um imenso fliperama. E cada forma
cunhasse com minhas próprias mãos,
como se aspirasse pó e cuspisse em fogo
o barro torneado em
brilhosa cerâmica.
O mundo fosse todo cospido da minha
boca, e engolido em regojizo de volta
ao pó; e miserável eu morresse mais uma
vez. Cada vez menos assustado, como que
resignado, por saber que morrer seria
como que a prosa que me faz viver.
Saberia então que não delirei.
E percoresse o jardim secreto do meu ser
acordado despertado do sono, feito
imensa criatura, em sentimento de louvor.
Mas terrivel, asssustado, os olhos vagando
apavorados, boiando em imensa praia
recorreria aos nomes das coisas e pediria ao horizonte
que me trouxesse a forma discernível dos seus barcos.
Que fossem imensas caravelas, despontando ao virginal olhar,
cravando formas conhecidas, perdido em encanto, flertando o perigo;
sondaria as forma ascultando certezas, veria a cruz malta a selar
meu destino.
E
Antes que o mundo se recobrisse
antes que as névoa se dissipasse
antes que pouse a caravela, deçam os
homens, as leis, a fé, o império e o rei,
verei, neste instante, de fulgor e
pavor, meu mundo inteiro boiar,
insondável
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