tinha dois caminhos
não escolhi nenhum,
terminei com as pernas abertas e uma terrível confusâo:
quando eu gozo, eu ponho pra fora.
Mas o que eu ponho, eu penso pra dentro.
quando eu morrer vão dizer:
na verdade,
nada.
Não tinha nada, nem uma coisa terminada.
do homem acabado,
este sim, um dia vão dizer:
na verdade,
nada.
Isto depois, é claro, que seu último amigo morrer,
até lá vão dizer:
- vejam como é tudo acabado. como é bom ver assim, terminada.
este homem, tenho certeza, segue bem o seu caminho:
pôe tudo pra fora, e nada pra dentro.
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