Transe
os carros
em particulas de infinito desejo, abertos
para toda maquinaria, despidos em
fulguroza, toda oculta, engenharia:
em ritmo pulsante, São Paulo
e eu discutiamos as traquitanias
do novo mundo,
enquanto meu corpo morimbundo
restava todo imundo,
encostado a cabeça no ar
e a janela com olhar
cintilante
parecia começar a me encarar.
Meu desejo perscultava mil anjos celestiais;
Meu corpo contorcia-se em mil chicotadas de seres bestiais,
Meus olhos viam nove, só nove automovéis e a rua quase vazia
e via e ria, enquanto transavam os carros
suas maquinárias infernais
e dobravam-se as pernas em estados transcendentais.
gozavam os automovéis, em altos
gemidos roucos e os ônibus
carregando os loucos
tremiam em insana alegria:
minha mente concebia
sua primeira
fantasia.
Sem comentários:
Enviar um comentário